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Meu Marido Quase Me Matou — Então Descobri Que Minha Própria Família Estava Ajudando A Roubar Minha Empresa E Planejar Minha Morte

A pasta criptografada se abriu com uma senha que Gustavo acreditava que eu já tivesse esquecido: a data do nosso primeiro aniversário de casamento.

O que apareceu na tela fez a dor nas minhas costelas desaparecer sob algo muito mais frio.

Durante dezoito meses, Gustavo vinha transferindo dinheiro da empresa para três contas de fachada.

Uma pertencia ao irmão dele.

Outra estava em nome de uma mulher que eu nunca tinha visto.

A terceira estava registrada no nome do meu pai.

Fiquei olhando para a tela até as letras começarem a se embaralhar diante dos meus olhos.

Meus pais não tinham me abandonado porque tinham medo de Gustavo.

Eles estavam ajudando Gustavo.

Mariana entrou na chamada enquanto a enfermeira Camila trancava a porta da UTI.


“Baixe tudo”, ordenou Mariana. “Não deixe que eles percebam nada.”

Copiei notas fiscais falsificadas e e-mails nos quais discutiam como reduzir minha participação na empresa antes de Gustavo entrar com o pedido de divórcio.

Então encontrei uma mensagem da minha mãe.

Assim que Vitória assinar o financiamento, podemos dizer que ela está emocionalmente instável. Gustavo fica com a empresa. Nós ficamos com a casa.

Minha mão parou.

A casa que meus pais haviam implorado para eu ajudar a financiar não era o sonho deles.

Era pagamento.

Do lado de fora, a voz de Gustavo explodiu pelo corredor.

“Ela é minha esposa! Eu tenho o direito de vê-la!”

Dois seguranças o continham perto do posto de enfermagem.


Quando ele viu Mariana ao lado da minha cama, sua confiança vacilou.

“Você chamou uma advogada?”

Virei o tablet na direção dele.

Na tela estava a assinatura dele autorizando uma transferência ilegal de dois milhões de reais.

“Eu chamei minha sócia”, respondi.

Mariana já havia bloqueado as contas e avisado nosso maior cliente.

Pelo contrato societário, evidências de fraude me davam o direito de suspender imediatamente os poderes executivos de Gustavo.

O celular dele começou a tocar.

Logo depois, o meu também.

Minha mãe.


Meu pai.

O irmão de Gustavo.

Atendi a ligação da minha mãe no viva-voz.

“Sua egoísta idiota!”, ela gritou. “Seu pai pode perder tudo!”

Olhei para o e-mail que levava o nome dela.

“Vocês já escolheram tudo em vez de mim.”

Um investigador entrou no quarto e informou Gustavo de que ele seria detido.

Enquanto os seguranças o levavam, ele se virou na minha direção.

“Você acha que esses arquivos provam que fui eu quem machucou você?”

Antes que eu pudesse responder, Camila colocou um formulário do hospital na minha mão.


Alguém havia autorizado minha alta antes mesmo de eu acordar.

A assinatura não era de Gustavo.

Era de Mariana.

Levantei os olhos para minha advogada.

Ela já não estava sorrindo.
**Continua — clique na Parte 3 para continuar lendo.**

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