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Cinco Dias Após Minha Cesárea, Meu Marido Me Mandou Para Casa De Ônibus Com Nosso Bebê — Então Liguei Para Meu Pai E Ele Descobriu O Segredo Que Poderia Destruir Toda A Família

Adriana sentiu o corpo inteiro ficar rígido. Rafael estava na garagem. Augusto Mendes estava com ele. E havia uma terceira pessoa. Durante alguns segundos, ninguém conseguiu dizer nada. Carlos foi o primeiro a reagir.

“Fechem todas as saídas do prédio”, ordenou aos seguranças. “Ninguém entra. Ninguém sai sem a minha autorização.”

“Pai”, disse Adriana, “eu vou com você.”

“Não.”

“Se aquele homem for realmente Rafael, eu preciso vê-lo.”

Carlos segurou o olhar da filha.

“E se for uma armadilha?”

“Então quero descobrir antes que ele desapareça.”

Helena se aproximou.

“Ela tem razão.”


Carlos não gostou daquilo, mas acabou cedendo. “Você fica atrás de mim o tempo inteiro.”

Adriana assentiu. Entregou Leonardo temporariamente a uma das funcionárias de confiança do pai, depois caminhou até o elevador. Cada passo ainda provocava dor, mas naquele momento a dor física parecia insignificante diante do que poderia estar esperando na garagem.

Quando as portas se abriram, Carlos entrou primeiro. Dois seguranças acompanharam os três. Helena permaneceu ao lado de Adriana, enquanto Diego ficou alguns metros atrás.

“Você não precisa vir”, Adriana disse sem olhar para ele.

“Eu sei.”

“Então por que está vindo?”

“Porque, se esse homem for Rafael, tudo que aconteceu com minha família também envolve a minha.”

Adriana finalmente olhou para ele.

“Não confunda envolvimento com inocência.”

Diego abaixou os olhos.


A garagem estava silenciosa. Os carros de Carlos permaneciam estacionados próximos à saída, enquanto as luzes de emergência lançavam sombras compridas pelo concreto. Um segurança apontou para uma coluna.

“Ali.”

Um homem estava parado sozinho.

Tinha aproximadamente trinta anos, cabelos escuros, barba curta e uma cicatriz discreta próxima à sobrancelha. Vestia uma jaqueta simples e segurava as mãos abertas para mostrar que não carregava nada.

Ao lado dele estava Augusto Mendes.

E atrás dos dois havia uma mulher.

Adriana parou.

Ela conhecia aquela mulher.

Não pessoalmente.

Mas havia visto seu rosto.


Era Helena Duarte.

Adriana olhou para a mulher ao seu lado.

“Helena...”

A mulher ao lado dela empalideceu.

“Eu sou Helena.”

Adriana voltou os olhos para a desconhecida.

A mulher deu um passo à frente.

“Meu nome é Laura.”

Carlos encarou-a.

“Quem é você?”


Ela respirou fundo.

“Eu sou filha de Rafael.”

O mundo pareceu parar.

Adriana olhou para o homem parado diante dela.

“Você é Rafael?”

Ele assentiu.

“Sou.”

Carlos avançou lentamente.

“Como posso saber?”

Rafael tirou do bolso uma pequena fotografia antiga.


Entregou-a ao segurança, que passou para Carlos.

Era uma fotografia de um homem jovem segurando um bebê.

Carlos levou a mão à boca.

“Essa foto...”

Rafael respondeu:

“Foi tirada no dia em que eu fui levado.”

Carlos levantou os olhos.

“Quem tirou?”

“Ricardo.”

O nome fez Adriana estremecer.


Rafael continuou:

“Ele não era meu pai. Mas foi quem me tirou da sua família.”

Carlos pareceu perder o equilíbrio.

“Por quê?”

“Porque acreditava que você havia descoberto o esquema dele.”

“Eu não sabia que você estava vivo.”

“Eu sei.”

Carlos deu mais um passo.

“Por que nunca voltou?”

Rafael riu amargamente.


“Porque passei a vida acreditando que você tinha me abandonado.”

Carlos ficou imóvel.

Adriana sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto.

“Meu pai nunca faria isso.”

Rafael olhou para ela.

“Você é Adriana?”

Ela assentiu.

Ele sorriu pela primeira vez.

“Então é verdade.”

“O quê?”


“Você existe.”

Adriana franziu a testa.

“Como assim?”

Rafael tirou outro papel do bolso.

“Ricardo passou anos falando de você.”

“Por quê?”

“Porque ele dizia que, quando você crescesse, seria a única pessoa capaz de abrir uma conta que ele nunca conseguiu acessar.”

Carlos ficou tenso.

“Que conta?”

Rafael olhou para ele.


“A conta que recebeu os quatro milhões e oitocentos mil.”

Adriana sentiu o estômago apertar.

“Mas a conta está no meu nome.”

“Não exatamente.”

Rafael se aproximou.

“Seu nome foi usado como chave.”

“Para quê?”

“Para liberar um patrimônio que Ricardo roubou do Grupo Brandão há mais de trinta anos.”

Carlos fechou os olhos.

“Quanto?”


Rafael respondeu:

“Mais de cento e vinte milhões.”

O silêncio foi quebrado por Diego.

“Então foi por isso que me procuraram?”

Rafael olhou para ele.

“Você foi escolhido porque precisava de dinheiro.”

Diego ficou pálido.

“Eu não sabia.”

“Mas aceitou.”

“Eu precisava salvar minha empresa.”

Rafael balançou a cabeça.

“Seu pai sabia exatamente o que estava fazendo.”

Diego ficou imóvel.

“Meu pai?”

“Ricardo era apenas o homem que executava o plano. O verdadeiro acordo começou antes.”

Carlos perguntou:

“Com quem?”

Rafael olhou para Vitória.

A mulher estava sendo escoltada pelos seguranças e havia acabado de chegar à garagem.

Quando viu Rafael, parou completamente.

“Você...”

Rafael encarou Vitória.

“Você me conheceu.”

Adriana virou-se para a sogra.

“Você conheceu Rafael?”

Vitória começou a chorar.

“Eu não sabia que ele estava vivo.”

“Mas conheceu.”

Ela assentiu.

“Há trinta anos.”

Carlos parecia incapaz de falar.

Vitória apertou as mãos.

“Ricardo me mostrou uma fotografia dele quando eu era jovem. Disse que aquele menino era importante para o futuro da família.”

“E você acreditou?”

“Eu não tinha escolha.”

Rafael deu uma risada amarga.

“Você sempre diz isso.”

Vitória abaixou a cabeça.

Adriana percebeu que havia mais uma peça escondida.

“Você não era apenas uma vítima, era?”

Vitória começou a chorar.

“Não.”

A palavra saiu quase inaudível.

“Eu ajudei Ricardo.”

Diego recuou.

“Mãe...”

“Eu era jovem. Tinha dívidas. Ricardo prometeu pagar tudo se eu entregasse informações sobre Carlos.”

Carlos fechou os olhos.

“E você fez isso.”

“Sim.”

“Por décadas.”

Vitória não respondeu.

Rafael então olhou para Adriana.

“Mas existe uma coisa que ninguém aqui sabe.”

Adriana se aproximou.

“O quê?”

“Ricardo não criou tudo sozinho.”

Rafael tirou um segundo cartão de memória do bolso.

“Eu consegui isso antes de vir para cá.”

Carlos pegou o cartão.

“Tem provas?”

“Tem uma gravação.”

“De quem?”

Rafael olhou para Diego.

“Do seu pai.”

Diego ficou imóvel.

“Meu pai morreu há seis anos.”

Rafael respondeu:

“Não nessa gravação.”

O rosto de Diego perdeu completamente a cor.

“Quando ela foi feita?”

“Há quatro dias.”

Adriana sentiu o coração disparar.

“Então Ricardo está vivo.”

Rafael assentiu.

“E não está escondido.”

“Então onde ele está?”

Rafael olhou diretamente para Carlos.

“Dentro da sua empresa.”

Carlos ficou pálido.

“Impossível.”

“Não.”

Rafael apontou para Diego.

“Ele está usando outra identidade.”

Diego respirou fundo.

“Quem?”

Rafael abriu a boca.

Mas, antes que pudesse responder, o telefone de Adriana tocou.

Ela olhou para a tela.

Era a funcionária que estava cuidando de Leonardo.

Adriana atendeu imediatamente.

“Alô?”

Do outro lado, só havia silêncio.

“Marina?”

Nenhuma resposta.

Então uma voz masculina surgiu.

Calma.

Velha.

Familiar para ninguém ali, exceto Carlos.

“Adriana.”

Carlos ouviu a voz pelo telefone e ficou completamente imóvel.

“Quem é?”, perguntou ela.

O homem riu baixinho.

“Seu pai passou trinta anos procurando por mim.”

Carlos arrancou o telefone da mão da filha.

“Ricardo.”

Uma pausa.

Então a voz respondeu:

“Olá, Carlos.”

Adriana sentiu o sangue gelar.

“Meu filho está com você?”, perguntou.

“Leonardo está perfeitamente bem.”

Carlos apertou o telefone.

“Se tocar no meu neto...”

“Eu não quero machucá-lo.”

A voz ficou mais séria.

“Eu só quero uma coisa.”

“O quê?”

“Que Adriana venha sozinha até o antigo escritório de Ricardo.”

Carlos respondeu imediatamente:

“Você não vai conseguir.”

“Então vou enviar alguém para buscá-la.”

A ligação terminou.

Todos ficaram em silêncio.

Adriana olhou para o elevador.

“Meu filho está sozinho lá em cima.”

Rafael balançou a cabeça.

“Não.”

Ela o encarou.

“Como não?”

“Se Ricardo realmente entrou no prédio, ele não está atrás de Leonardo.”

“Então atrás de quem?”

Rafael olhou para Diego.

“Ele está atrás do único homem que sabe onde está a última prova.”

Todos olharam para Diego.

Ele ficou completamente branco.

“Eu não sei de nenhuma prova.”

Rafael deu um passo em sua direção.

“Você sabe.”

“Não sei.”

“Seu pai entregou a você antes de morrer.”

Diego começou a tremer.

“Eu nunca vi nada.”

Rafael respondeu em voz baixa:

“Então por que você guarda, há seis anos, uma chave dentro do forro do seu paletó?”

Diego levou a mão ao peito.

Adriana percebeu.

Ele estava tocando exatamente o bolso interno do paletó.

E naquele instante, ela entendeu que Diego havia mentido mais uma vez.

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