Entretenimento

Meu Pai Quebrou Meu Braço Para Me Forçar A Assinar Minha Herança — Então Eu Peguei A Caneta E Disse: “Está Bem”

A porta da frente se abriu com violência antes que meu pai conseguisse dar um passo.

Quatro policiais entraram na sala, dois deles com as mãos próximas às armas, enquanto uma mulher de cabelo preso e expressão firme apontava diretamente para Marcelo.

“Largue o taco. Agora.”

Por alguns segundos, ninguém se mexeu.

Meu pai olhou para mim, depois para os documentos que Yasmin ainda segurava contra o peito. Vi exatamente o momento em que ele percebeu que precisava escolher entre continuar sendo o homem que tinha acabado de me ameaçar ou voltar a representar o pai preocupado que todos conheciam.

O taco caiu no chão.

“Graças a Deus vocês chegaram”, disse ele de repente. “Minha filha teve outro surto.”

Quase ri.

Era exatamente o que eu sabia que ele faria.

Yasmin reagiu rápido.


“Ela caiu e começou a nos acusar de coisas absurdas. Nós estávamos tentando ajudá-la.”

Giovana abaixou discretamente o celular.

Um dos policiais percebeu.

“Não apague nada desse aparelho.”

O rosto dela endureceu.

“Eu nem estava fazendo nada.”

“Coloque o telefone sobre a mesa.”

Ela hesitou.

“Agora.”

Giovana obedeceu.


A policial que havia ordenado que meu pai largasse o taco se aproximou de mim. Seu olhar desceu imediatamente para meu braço direito, que já estava inchado de uma forma assustadora.

“Você é Alana Duarte?”

Assenti.

“Sim.”

“Meu nome é inspetora Renata Lemos. Recebemos uma transmissão de emergência vinculada ao seu nome.”

Marcelo soltou uma risada nervosa.

“Transmissão? Isso é ridículo. Minha filha está emocionalmente instável desde que a avó morreu.”

Renata não olhou para ele.

“Alana, você consegue me dizer quem fez isso com seu braço?”

Meu pai me encarava.


Yasmin também.

Durante anos, aquele olhar tinha sido suficiente para me calar.

Naquela tarde, não era mais.

“Marcelo Duarte”, respondi. “Meu pai.”

O silêncio que se seguiu pareceu ocupar a casa inteira.

“Ela está mentindo!”, ele explodiu.

Um dos policiais deu um passo na direção dele.

“Senhor, permaneça onde está.”

Apontei com a mão esquerda para o taco no chão.

“Foi com aquilo.”


Renata observou o objeto, depois os papéis que Yasmin segurava.

“E esses documentos?”

“Transferências dos bens que herdei da minha avó. Eles me obrigaram a assinar.”

Yasmin apertou a pasta.

“Obrigaram? Ela assinou voluntariamente.”

“Então entregue os documentos”, disse Renata.

Yasmin recuou meio passo.

Foi quase imperceptível.

Mas todos viram.

“São documentos particulares.”


“Possivelmente relacionados a um crime em andamento.”

Meu pai tentou interromper.

“Vocês não podem simplesmente entrar na minha casa e tomar documentos da minha família.”

Renata finalmente se virou para ele.

“Senhor Marcelo, o sistema recebeu imagens em tempo real mostrando uma agressão dentro deste imóvel. Também recebemos áudio de ameaças relacionadas à transferência de patrimônio.”

A cor desapareceu do rosto dele.

Giovana olhou para mim como se eu tivesse deixado de ser sua irmã e me transformado em alguma coisa que ela não conseguia compreender.

“Você gravou a gente?”

Não respondi.

Ela olhou para o broche.


Então avançou.

“Desgraçada!”

Nem chegou perto.

Um policial a segurou pelo braço antes que ela pudesse me tocar.

“Afaste-se.”

“Ela armou isso!”, Giovana gritou. “Ela provocou todo mundo!”

Renata se agachou diante de mim.

“Há uma ambulância entrando na propriedade. Você precisa ser examinada imediatamente.”

“Antes disso”, falei, “preciso que vocês protejam os documentos.”

Ela assentiu.


Yasmin parecia prestes a chorar.

Não de culpa.

De medo.

“Marcelo”, ela sussurrou, “faça alguma coisa.”

Meu pai não respondeu.

Ele estava olhando para o notebook.

A tela continuava exibindo o aviso de que a transmissão havia sido concluída.

Foi então que ele correu.

Não em direção à porta.

Em direção ao computador.


“Pare!”

Ele ignorou a ordem.

Marcelo agarrou o notebook e tentou jogá-lo no chão.

Dois policiais o derrubaram antes que conseguisse.

O computador deslizou pelo mármore e bateu na parede.

Meu pai foi imobilizado com o rosto contra o piso onde, poucos minutos antes, eu tinha caído.

“Vocês não sabem com quem estão mexendo!”, ele berrou. “Eu tenho advogados! Eu tenho contatos!”

Renata se aproximou dele.

“Ótimo. O senhor poderá falar com eles na delegacia.”

As algemas se fecharam em seus pulsos.


Pela primeira vez na minha vida, vi meu pai sem controle sobre a própria imagem.

Yasmin começou a chorar de verdade.

“Eu não fiz nada. Foi ele. Marcelo perdeu a cabeça.”

Meu pai virou o rosto na direção dela.

“O quê?”

Ela apontou para ele.

“Eu só coloquei os documentos na mesa. Não sabia que ele ia bater nela.”

Fiquei olhando para Yasmin.

Dez minutos antes, ela tinha prometido usar um psiquiatra para tirar minha capacidade legal.

Agora, estava tentando abandonar Marcelo antes mesmo de saírem da sala.


Giovana percebeu.

“Mãe, você estava filmando comigo antes!”

“Cala a boca, Giovana!”

“Você mandou o pai continuar!”

“Cala a boca!”

Renata olhou para um dos agentes.

“Separe os três.”

Foi naquele momento que entendi por que minha avó havia insistido tanto para que eu nunca interrompesse pessoas gananciosas quando elas começassem a culpar umas às outras.

A ambulância chegou poucos segundos depois.

Enquanto os paramédicos examinavam meu braço, ouvi um policial lendo para Marcelo os procedimentos da detenção.

Mas alguma coisa ainda me incomodava.

Ana Breno deveria ter recebido o mesmo alerta que a polícia.

Onde ela estava?

Meu celular foi retirado cuidadosamente do bolso pela paramédica.

Havia dezessete chamadas perdidas.

Quase todas eram de Ana.

A última mensagem havia chegado menos de um minuto antes.

Abri.

Meu coração acelerou.

**Alana, não deixe ninguém levar os documentos originais da Abigail. Há uma segunda cláusula no testamento que Marcelo não conhece. Se ele descobrir o que ela significa antes de nós chegarmos ao cartório, vai tentar destruir muito mais do que essas transferências.**

Reli a mensagem.

Depois olhei para a pasta cor de vinho.

Ela não estava mais ao meu lado.

“Renata”, falei.

A inspetora se virou.

“A pasta que eu estava segurando quando vocês entraram.”

Ela olhou para o chão.

Depois para a mesa.

Depois para os policiais.

Ninguém estava com ela.

Meu estômago se contraiu.

Yasmin continuava chorando.

Giovana protestava.

Marcelo estava algemado.

Mas a pasta da minha avó havia desaparecido.

E, naquele instante, percebi que a invasão da minha casa talvez fosse apenas a primeira parte do plano deles.

**Continua — clique na Parte 4 para continuar lendo.**

No comments yet