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Meu Marido Jogou Um Teste De DNA Na Mesa E Disse Que Nossa Filha Não Era Dele — Então O General Entrou Pela Porta

Rafael ficou imóvel diante do documento.

Por alguns segundos, ninguém falou.

Ele olhava para a própria assinatura como se estivesse diante da caligrafia de um estranho.

— Eu não assinei isso.

A mulher de terno não demonstrou qualquer reação.

— O senhor tem certeza?

— Claro que tenho certeza.

Ele puxou a folha para mais perto.

— Isso parece a minha assinatura, mas eu nunca vi este documento.

Helena virou o rosto.


Eu percebi.

Rafael também.

— Mãe.

Ela continuou em silêncio.

— Olhe para mim.

Helena finalmente ergueu os olhos.

— Eu fiz o que precisava ser feito.

A respiração de Rafael ficou pesada.

— Você falsificou a minha assinatura também?

— Não dramatize.


Ele soltou uma risada curta, incrédula.

— Você falsificou um documento dizendo que minha esposa era mentalmente incapaz de cuidar da nossa filha e colocou meu nome nisso.

— Sua esposa estava prestes a ser promovida.

A frase atingiu a sala como um estalo.

Eu me virei lentamente para Helena.

— O que minha promoção tem a ver com Clara?

Ela percebeu que havia revelado mais do que deveria.

O General Azevedo deu um passo à frente.

— Continue, senhora Helena.

— Não tenho nada para continuar.


— Acabou de mencionar uma informação que não era pública.

Helena ficou rígida.

Rafael franziu a testa.

— Você sabia da promoção?

Ela não respondeu.

Eu senti um frio subir pela minha coluna.

Azevedo tinha dito que minha avaliação era sigilosa.

Nem mesmo eu sabia todos os detalhes.

— Como você sabia? — perguntei.

Helena apertou os lábios.


— Rafael comentou.

— Eu não sabia — respondeu ele imediatamente.

A expressão do general endureceu.

A mulher de terno abriu a pasta novamente.

— Isso confirma uma das nossas suspeitas.

— Qual suspeita? — perguntei.

Ela hesitou e olhou para Azevedo.

Ele assentiu.

— Alguém teve acesso indevido a informações ligadas à sua avaliação de segurança.

Meu estômago se contraiu.


— Informações militares?

— Não necessariamente operacionais — explicou ele. — Mas suficientes para saber que sua carreira estava prestes a mudar.

Rafael passou a mão pelo rosto.

— Então alguém estava espionando ela?

— Talvez.

Azevedo lançou um olhar para Helena.

— Ou recebendo informações de alguém que tinha acesso.

Helena perdeu a paciência.

— Isso é ridículo.

— Então será fácil provar.


Ela se calou.

Clara finalmente havia parado de chorar.

Seu rostinho estava pressionado contra meu ombro, os olhos quase fechados.

Eu sentia o peso quente do corpo dela.

Aquilo me devolveu clareza.

— Eu quero sair daqui.

Rafael olhou para mim.

— Espera.

— Não.

— Por favor.


Foi a primeira vez naquela noite que ouvi medo verdadeiro na voz dele.

— Eu sei que fiz tudo errado.

Eu o encarei.

— Você reuniu sua família para me humilhar.

Ele baixou os olhos.

— Eu sei.

— Você deixou sua mãe apontar para a porta e expulsar uma criança da casa acreditando que ela não era sua.

O rosto dele se contorceu.

— Eu estava com raiva.

— Você estava disposto a destruir nossa família antes de me fazer uma única pergunta.


Rafael abriu a boca.

Nenhuma resposta veio.

Helena interrompeu:

— Rafael, você não precisa se ajoelhar diante dela.

Ele se virou tão rápido que ela recuou.

— Pare.

Foi apenas uma palavra.

Mas alguma coisa havia mudado.

— Pare de falar por mim.

Helena pareceu genuinamente chocada.


— Depois de tudo que fiz por você?

— É exatamente disso que estamos falando.

Ela apertou os punhos.

— Eu salvei você.

— De quê?

— De perder tudo.

Rafael ficou confuso.

— Perder o quê?

Helena respirou fundo.

Então olhou para mim com uma expressão que eu nunca havia visto antes.


Não era ódio.

Era ressentimento.

— Você sempre foi o problema.

Meu corpo se enrijeceu.

— Desde o primeiro dia, ele começou a girar em torno de você. Depois veio a criança. Depois sua carreira. Cada vez mais distante da família.

Rafael balançou a cabeça.

— Isso não faz sentido.

— Faz, sim.

Ela apontou para mim.

— Quando ela fosse promovida, você iria atrás dela. Mudaria de cidade se fosse preciso. E eu perderia meu filho e minha neta.

A palavra neta ficou suspensa no ar.

Eu quase não consegui acreditar.

— Então você sabia que Clara podia ser filha dele.

Helena percebeu imediatamente.

Tarde demais.

Rafael deu um passo para trás.

— Você sabia.

— Eu tinha dúvidas.

— Você sabia o suficiente para chamá-la de sua neta agora.

Helena ficou vermelha.

— Eu estava tentando evitar que essa família fosse destruída.

— Você quase destruiu ela sozinha.

O General Azevedo observava tudo sem interromper.

Então o telefone dele vibrou.

Ele olhou para a tela.

Sua expressão mudou.

— Encontraram Lívia Moreira.

Helena empalideceu.

Rafael virou-se.

— Onde?

— Tentando deixar a cidade.

A mulher de terno recebeu uma mensagem no próprio aparelho quase ao mesmo tempo.

Leu rapidamente.

— Encontraram documentos no veículo dela.

Azevedo a encarou.

— Relacionados à Capitã Almeida?

— Sim.

Meu coração acelerou.

— Que documentos?

Ela me olhou.

— Cópias de registros bancários, seu cronograma de serviço e informações sobre a avaliação de promoção.

O silêncio voltou.

Então veio a última frase.

— E uma apólice.

Rafael franziu a testa.

— Que apólice?

A mulher hesitou.

— Seguro de vida.

Meu peito apertou.

— Meu?

— Não.

Ela abaixou os olhos para Clara.

Meu corpo inteiro gelou.

Instintivamente, afastei minha filha ainda mais das outras pessoas.

— Explique.

A mulher respirou fundo.

— Há uma proposta de seguro aberta em nome de Clara Almeida.

Rafael ficou pálido.

— Ela tem um ano.

— Eu sei.

— Quem é o beneficiário?

A mulher olhou para Helena.

Ninguém precisou perguntar novamente.

Helena recuou.

— Isso não prova nada.

— Quem é o beneficiário? — repeti.

Desta vez minha voz saiu baixa demais.

A mulher virou o documento.

No campo destinado ao beneficiário principal havia um único nome.

**Helena Ribeiro.**

Rafael cambaleou para trás.

— Não.

Helena imediatamente começou a falar.

— Foi Lívia quem sugeriu. Era apenas uma medida de proteção financeira.

— Proteção para quem? — perguntei.

Minha mão tremia ao redor de Clara.

— Porque se alguma coisa acontecesse com minha filha, você receberia dinheiro.

— Não diga desse jeito!

O General Azevedo ergueu a mão.

— Ninguém está acusando ninguém de algo além do que os documentos demonstram.

Então seu celular tocou novamente.

Desta vez ele atendeu.

— Azevedo.

Ele ouviu por vários segundos.

Seu rosto endureceu.

— Quando?

Outra pausa.

— Entendido.

Desligou.

Eu soube imediatamente que alguma coisa havia piorado.

— O que aconteceu?

Ele olhou diretamente para mim.

— A equipe encontrou uma troca de mensagens entre Lívia e o investigador.

Rafael se aproximou.

— Sobre o exame falso?

— Sobre isso também.

Azevedo respirou fundo.

— Mas existe uma mensagem enviada três semanas atrás.

Helena parecia prestes a desmaiar.

— O que dizia? — perguntei.

O general não desviou os olhos de mim.

— “Quando ela acreditar que perdeu o casamento, ficará mais vulnerável. Depois cuidamos da criança.”

Meu sangue congelou.

Rafael ficou completamente imóvel.

E então Azevedo acrescentou:

— A resposta veio de um número salvo no telefone de Lívia apenas como “H”.

Todos olharam para Helena.

Mas o general ainda não havia terminado.

— O problema é que esse número não pertence a Helena.

Continua — clique na Parte 6 para continuar lendo.

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