Entretenimento

Meu marido usou um exame de DNA falso para me expulsar de casa — então descobri por que eu precisava sair antes de segunda-feira

A pasta sobre a escrivaninha de Eduardo tinha uma etiqueta: FECHAMENTO NA SEGUNDA-FEIRA — FINAL.

Dentro dela havia documentos de financiamento mostrando que Eduardo pretendia refinanciar nossa casa em Brasília por R$ 3 milhões.

Minha assinatura aparecia em todas as páginas.

Eu não tinha assinado nenhuma delas.

Um segundo documento afirmava que eu havia abandonado o imóvel depois de descobrir que Helena não era filha dele. Anexada estava uma declaração de Teresa me descrevendo como “emocionalmente instável depois de retornar do treinamento militar”.

Eles não tinham criado o exame de DNA falso para acabar com nosso casamento.

Precisavam de uma justificativa convincente para me tirar de casa antes que o vistoriador do banco chegasse na segunda-feira.

A casa havia sido comprada com recursos ligados aos meus benefícios militares e com dinheiro da minha herança. Eduardo não poderia refinanciá-la nem vendê-la sem o meu consentimento, a menos que conseguisse convencer a instituição financeira de que eu havia deixado o imóvel por vontade própria.

Fotografei todas as páginas.

Então ouvi a porta da frente bater.


— Valéria? — chamou Teresa.

Fechei a pasta, mas não antes de enviar por e-mail as fotografias, as mensagens e os registros das transferências para minha advogada.

Teresa apareceu na porta e viu minha mão sobre o notebook de Eduardo.

A expressão dela mudou imediatamente.

— Você não tinha o direito de mexer nisso.

— Eu moro aqui.

— Não mais.

Ela avançou para pegar o computador.

Coloquei-me entre ela e a escrivaninha.

O berço vazio de Helena estava atrás de mim, e uma frieza tomou conta do meu peito.


— Você trocou sua liberdade por uma casa — eu disse.

Teresa riu, mas seus olhos a traíram.

— Você não tem prova nenhuma.

Meu celular tocou.

A voz da minha advogada, Daniela Moreira, ecoou pela sala através do viva-voz.

— Capitã Valéria, recebi tudo. Não saia daí. A assistência jurídica militar e os investigadores locais já estão a caminho.

Teresa recuou para o corredor.

Então Eduardo entrou, acompanhado de Verônica.

Eu a reconheci imediatamente.

Era a tabeliã cujo selo aparecia nos documentos falsificados do financiamento.


Eduardo parou assim que viu a pasta aberta.

Verônica sussurrou:

— Você disse que ela não voltaria antes de segunda-feira.

Antes que ele pudesse responder, luzes azuis começaram a piscar do lado de fora, refletindo nas janelas.

Eduardo olhou para a mãe.

Teresa olhou para Verônica.

E Verônica, de repente, apontou para Eduardo.

— O plano foi dele! — gritou. — Ele disse que o verdadeiro pai de Helena nos pagaria depois que o negócio da casa fosse concluído.

Fiquei olhando para ela.

O verdadeiro pai de Helena?



**Continua — clique na Parte 3 para continuar lendo.**

No comments yet