Entretenimento

Minha irmã quase morreu no parto — e então meu melhor amigo revelou por que realmente se casou com ela

“Gabriel, por que você diria uma coisa dessas?” Minha voz falhou.

Gabriel olhou através das portas de vidro em direção ao centro cirúrgico, onde Júlia lutava pela própria vida.

“Porque todo mundo acha que eu me casei com a Júlia por bondade”, sussurrou. “Algumas pessoas chegaram a pensar que eu estava sacrificando meu futuro.”

Meu peito apertou.

“E você não estava?”

A expressão de Gabriel ficou séria.

“Não. Foi a Júlia que salvou o meu.”

Ele enfiou a mão no bolso do paletó e tirou uma fotografia dobrada. Nela, estávamos nós três quando crianças — Júlia no meio, Gabriel ao lado dela e eu sorrindo para a câmera.

“Você se lembra de quando minha mãe desapareceu por três dias, quando a gente tinha dez anos?”

Assenti devagar. Gabriel sempre tinha dito que ela estava doente.


“Ela não estava doente. Era dependente de remédios. Meu pai era violento. Naquela tarde, eu estava sentado atrás da sua casa porque não queria voltar para a minha.”

Gabriel engoliu em seco.

“Foi a Júlia que me encontrou.”

Fiquei olhando para ele.

“Ela não conseguia entender por que eu estava chorando, então simplesmente se sentou ao meu lado. Depois, me deu metade do sanduíche dela e disse: ‘Você pode ficar com a gente. Família é para proteger as pessoas.’”

Os olhos de Gabriel se encheram de lágrimas.

“Essa frase me manteve vivo mais vezes do que você imagina.”

Antes que eu pudesse responder, as portas do centro cirúrgico se abriram.

Um cirurgião veio rapidamente em nossa direção.

“Senhor Almeida?”


Gabriel quase perdeu as forças.

“Suas filhas estão vivas.”

“E a Júlia?”

O cirurgião hesitou.

“Ela sofreu uma hemorragia grave. Conseguimos estabilizá-la, mas ela ainda não recuperou a consciência.”

Gabriel cobriu o rosto com as mãos.

Então o médico acrescentou:

“Há mais uma coisa. Antes da cirurgia, sua esposa entregou um envelope à enfermeira e deixou instruções para que ele fosse entregue somente à irmã dela.”

Meu sangue gelou.

Uma enfermeira se aproximou e colocou o envelope em minhas mãos trêmulas.


Na frente, Júlia havia escrito meu nome.

Dentro havia uma única folha.

Li a primeira frase — e parei de respirar.

Gabriel percebeu minha expressão.

“O que ela escreveu?”

Olhei para ele, de repente sem saber se o homem ao meu lado conhecia toda a verdade.

Porque a carta de Júlia começava assim:

“Por favor, me perdoe. Gabriel não me escolheu primeiro. Eu pedi que ele se casasse comigo por causa do que descobri sobre você.”

**Continua — clique na Parte 3 para continuar lendo.**

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