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Voltei de Viagem e Encontrei a Avó do Meu Marido Trancada no Quarto dos Fundos — Então Ela Me Fez Uma Revelação

Fechei a porta do quarto de Rosalina, coloquei a cadeira de volta no lugar e diminuí as luzes do corredor até a casa parecer exatamente como Marcelo a havia deixado.

Natália agiu rápido. Em poucos minutos, conseguiu bloquear a transferência, entrou em contato com meu contador e obteve uma medida de urgência para preservar todas as imagens das câmeras, registros bancários e históricos de acesso ligados à nossa casa e à minha empresa.

Rosalina me contou o restante em sussurros entrecortados.

Durante meses, Marcelo e Beatriz a pressionaram para que entregasse a casa à beira da represa. Quando ela se recusou, começaram a colocar sedativos no chá dela. Enquanto eu estava viajando, levaram Rosalina para o quarto dos fundos da nossa casa, planejando fazer com que sua morte parecesse consequência de abandono.

Às sete e quarenta e três, os faróis de um carro atravessaram as cortinas.

Marcelo entrou carregando flores e exibindo aquela expressão preocupada que sempre usava quando havia testemunhas por perto. Beatriz veio logo atrás, com sacolas de supermercado e um sorriso alegre demais para ser verdadeiro.

“Helena”, disse Marcelo, puxando-me para um abraço rígido. “Você encontrou a vovó. Eu estava preocupado que tudo isso fosse demais para você.”

“Estou dando conta”, respondi.

Os olhos dele deslizaram na direção do corredor dos fundos.

“Ela deu muito trabalho?”, perguntou Beatriz.


“Está muito quieta.”

Um alívio passou entre os dois tão rapidamente que eles acharam que eu não tinha percebido.

Durante o jantar, Marcelo serviu vinho e perguntou casualmente se eu havia conferido as contas da minha empresa.

Disse que o voo tinha me deixado exausta e que os assuntos do trabalho poderiam esperar até a manhã seguinte.

Ele relaxou.

Então Rosalina gritou.

Beatriz correu pelo corredor.

Marcelo foi atrás dela, tirando discretamente uma seringa do bolso.

Contei até cinco e entrei no quarto com o celular gravando.

Marcelo estava ao lado da cama enquanto Beatriz prendia o braço de Rosalina sob o cobertor.


“O que vocês estão fazendo?”, perguntei.

Os dois congelaram.

Antes que Marcelo pudesse responder, luzes vermelhas e azuis invadiram as janelas.

Natália entrou acompanhada por investigadores e uma equipe do SAMU.

Beatriz começou a gritar que eu tinha armado tudo para incriminá-los.

Marcelo tentou arrancar meu celular da minha mão, mas acabou algemado.

Enquanto os socorristas colocavam Rosalina na maca, ela sussurrou:

“Olhe o cofre dele.”

Dentro do cofre, a polícia encontrou passaportes, dinheiro em espécie e uma fotografia de Marcelo abraçando outra mulher.

No verso, alguém havia escrito:


Para o meu marido — depois que Helena não estiver mais aqui.

A mulher era Natália.


**Continua — clique na Parte 3 para continuar lendo.**

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