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“Você conhece alguém que queira uma menininha?” — a pergunta de Lívia parou o bilionário Adriano Valente, mas o nome de sua mãe escondia uma ligação impossível de ignorar

As quatro palavras no verso da fotografia estavam escritas com a caligrafia inconfundível do pai de Adriano Valente.

“Ela jamais pode saber.”

Adriano leu a frase duas vezes.

Depois, uma terceira.

O pingente de prata na fotografia não era uma joia comum. Ele se lembrava dele desde a infância, guardado no escritório do pai junto com documentos nos quais ninguém tinha permissão para tocar.

Agora, a mãe de Lívia havia usado exatamente o mesmo pingente.

“Descubra tudo sobre ela”, Adriano ordenou ao diretor de segurança. “A mãe da Lívia. E faça isso discretamente.”

Ao meio-dia, o primeiro relatório chegou.

O nome dela era Helena Martins.

Ela havia trabalhado por pouco tempo em uma das fundações da família Valente onze anos antes — exatamente no mesmo ano em que o pai de Marina Almeida fora acusado publicamente de desviar recursos destinados a projetos sociais.


O pulso de Adriano desacelerou.

Aquele escândalo havia destruído a família de Marina.

Seu pai sempre insistira que as provas eram incontestáveis.

Mas Helena Martins desaparecera poucos dias depois do encerramento da investigação.

E agora a filha de Helena havia sido abandonada justamente no hotel de Adriano.

Aquilo não podia ser coincidência.

Adriano foi pessoalmente até a unidade de acolhimento onde Lívia estava.

Marina o encontrou no corredor.

“Eu disse para você não se envolver.”

“Eu encontrei uma coisa.”


A expressão dela endureceu.

“Os homens da sua família sempre encontram alguma coisa quando querem assumir o controle.”

Ele lhe entregou a fotografia.

Marina fixou os olhos no pingente.

Toda a cor desapareceu de seu rosto.

“Onde você conseguiu isso?”

“Nos arquivos particulares do meu pai.”

Pela primeira vez, a raiva dela vacilou.

“Meu pai falava de uma mulher que usava esse pingente”, sussurrou. “Ele dizia que ela tentou avisá-lo antes de tudo desmoronar.”

Uma vozinha interrompeu os dois.


“Sr. Adriano?”

Lívia estava parada na porta, apertando o coelho de pelúcia contra o peito.

Parecia assustada.

“Minha tia voltou.”

Marina se virou bruscamente.

“O quê?”

Lívia apontou para a entrada.

**Rebeca Martins** estava do outro lado das portas de vidro, encharcada pela chuva, discutindo com os seguranças.

Mas ela não estava exigindo Lívia de volta.

Estava implorando para que não a deixassem sair do prédio.


Adriano chegou à entrada no exato momento em que Rebeca tirou de dentro do casaco um envelope lacrado.

“A Lívia não foi abandonada”, sussurrou.

“Ela foi escondida.”

Adriano ficou imóvel.

Rebeca colocou o envelope nas mãos dele.

“A mãe dela me disse para trazê-la até este hotel somente se as pessoas que a mataram finalmente nos encontrassem.”

Então Adriano viu o nome escrito no envelope.

Não era o dele.

Era o de Marina Almeida.

**Continua — clique na Parte 3 para continuar lendo.**

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